Diga NÃO a violência institucional, violência química e violência passiva

Diga NÃO a violência institucional, violência química e violência passiva

Na nossa última matéria da série sobre Violência Contra a Mulher, trazemos tipos de violências pouco comuns e que muitas mulheres desconhecem. 

Violência institucional:

São as ações ou omissões feitas por autoridades, funcionários, profissionais, pessoal e agentes pertencentes a qualquer órgão, entidade ou instituição pública, cujo objetivo é atrasar, por obstáculos ou impedir que as mulheres tenham acesso a políticas públicas e exercem direitos previstos nas leis para garantir uma vida livre. 

 

  Violência química:

O alcoolismo e as demais dependências químicas é uma doença que afeta a saúde física, o bem estar emocional e o comportamento do indivíduo e da família. O álcool e as drogas é um dos principais agravantes do desajuste que ocorre no contexto intrafamiliar, prejudicando o desenvolvimento psicossocial que pode atingir as crianças, adolescentes, a mulher e a todos que convivem com essa doença.

O uso excessivo do álcool e as demais drogas aumenta os números de casos de violência doméstica, psicológica, sexual e econômica. 

 

 Violência passiva :

A violência passiva é um tipo de agressão pouco conhecida entre a sociedade, é exercida através de manipulação e chantagem emocional ou silêncio/indiferença e é uma das mais difíceis de detectar.

A violência passiva é aquela que é dada por não fazer algo ou simplesmente fazendo algo com um propósito de prejudica a mulher, geralmente sendo essa maneira de violência que deixa marcas mais profundas na psique da pessoa afetada, por exemplo quando o homem ignora deliberadamente a sua parceira, o que não significa que tenha que sempre estar a disposição e ciente de tudo que ela faz ou diz, mesmo quando eles não estão juntos, mas simplesmente prestar atenção quando é o momento certo e saber como ouvir e ser ouvido.

Há também ações que provocam frustrações, rejeições, comparações, desqualificações, chantagens e ridicularização da mulher.  

É uma agressão Não evidente e sutil, camuflada após outros comportamentos como proteção, elogio, desapego, espontaneidade, mensagem dupla, ambiguidade , diz sim a tudo para não entrar em conflito mas depois agride indiretamente para que o outro seja aquele que inicia o mal-entendido. 

 

Face aos problemas históricos de violência contra a mulher, certas legislações contemplam uma discriminação positiva relativamente à mulher ao protegê-la em relação ao homem. 

Convém destacar que, de acordo com várias estatísticas, uma em cada quatro mulheres terá sido abusada sexualmente (violação), ao passo que cerca de 120 milhões de mulheres já foram submetidas a mutilações genitais.

A lei dispõe de instrumentos para punir a discriminação e a violência, a ideologia e preconceito que as sustentam mas somente podem ser combatidas pelo debate amplo e persistente, única arma para sua desconstrução.

 

Por Magda Lizbir Gomes

Fontes pesquisadas: Organização Mundial de Saúde.