PORQUE EU VEJO SUPERGIRL – A SÉRIE

PORQUE EU VEJO SUPERGIRL – A SÉRIE

PORQUE EU VEJO SUPERGIRL – A SÉRIE

 

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            Estou terminando de ver a 4ª. temporada de Supergirl no Netflix e, já há alguns anos, quando vi a 1ª. temporada, me encantei. Mas por quê? Quais as particularidades dessa série em relação aos adoráveis quadrinhos e filmes envolvendo os heróis egressos de Kripton em situações, idades e contextos diversos?

            Supergirl trata do empoderamento feminino, ratificado pelo masculino consciente em contraposição ao masculino fraco e à subserviência feminina de vilões e vilãs psiquicamente feridos. Prima pela diversidade étnica e de gênero. Valoriza o estrangeiro, o imigrante, o refugiado, o que nos traz alento num período de tanta exclusão e xenofobia.

            É uma alegria ter um James Olsen negro, uma Alex Denvers lésbica, uma Sonhadora trans, bem como um marciano verde que, na 3ª. temporada, aliou-se a uma marciana branca, tão ética e heroína quanto ele, a fim de livrar remanescentes de seu planeta da violência e da discórdia.

            A responsabilidade afetiva das personagens alimenta sua força e suavidade para se contrapor a toda sorte de xenofobia e exclusão. Cada qual à sua maneira, com suas características próprias, seus poderes (carismas) soma-se ao coletivo em busca de paz e prosperidade.

            Na 1ª. temporada (Netflix, 2015) uma das palavras mais comuns nos diálogos é “inspiração”. Pois bem, Supergirl  tem sido fonte de inspiração ficcional e catártica para a vivência do respeito a diversidade. Quem está ao seu lado é muito mais parecido (a) com você do que você pode supor. E o afeto é um dos maiores atos de heroísmo.

            Em tempo: o descanso de tela do meu notebook é uma fotomontagem de Kara Denvers e Supergirl. Olho para ambas quando estou meio cansado. Nas duas vejo humanidade, no melhor sentido da palavra.

 

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Ademir Barbosa Júnior (Dermes) é terapeuta holístico e escritor. Mestre em Literatura Brasileira pela USP, é também Doutor Honoris Causa pelo MCNG-IEG (2018) e pela FEBACLA (2019), membro da Academia Independente de Letras, terapeuta holístico e sacerdote umbandista.