A família de hoje e a tecnologia

Todos nós sabemos o quanto a tecnologia nos ajuda em todos os aspectos da vida, hoje em dia bastam alguns clicks para você encontrar a receita do bolo de  chocolate, a bula de um remédio, um DIY de como fazer uma mesa de festa infantil e por aí vai. Mas você já parou para pensar o quanto a tecnologia tem nos afastado da  família ? 

O diálogo  passou a se resumir em pequenas respostas nos intervalos de uma página da internet para outra, estamos sempre conectados, 24 horas monitorando e-mails, acompanhando as redes socais, tirando selfies para postar em todas as redes. Ficamos conectados para trabalhar, para nos divertir, para nos comunicar, fazemos absolutamente tudo online. 

A família de hoje é composta por pais distraídos nos seus smartphones e filhos conectados,  crianças  que muitas vezes  sequer aprenderam a andar e falar mas já dominam um IPAD como poucos adultos. 

" A Carolina sabe usar  o  celular melhor do que o pai , acho importante por ser um estímulo e para ela se integrar no mundo moderno, mas não acho que pode ser  substituido  por leituras, desenhos e outras brincadeiras.  Libero quando preciso que ela se distraia, em um momento de stress confesso que o Mickey Mouse no celular me salva". disse Kátia Fernandes, mãe da Carolina, 2 anos e meio. 

 Imagem: Google

Imagem: Google

" Eu acho que criança precisa brincar com outras crianças, com pé no chão, se sujar e desfrutar das brincadeiras de pequenos. Bernardo sabe usar o celular como adulto, mas não deixo ele ficar por muito tempo." disse Carolina Carvalho, mãe do Bernardo, 3 anos. 

Uma pesquisa da Universidade de Boston (EUA) mostrou que nem quando as pessoas estão à mesa em família os smartphones são desligados. Cientistas observaram o comportamento de 55 adultos que foram com seus filhos a restaurantes em Boston, o resultado foi que 40 deles não largaram os celulares durante a refeição. 

" O Matheus tem atividades diárias como karatê, natação e futebol para que ele não fique muito tempo ocioso em casa e termine passando dos limites com TV e smartphones, tentamos negociar sempre". falou  Cristiane Guaraná, mãe do Matheus, 12 anos. 

O que precisamos enxergar é que esse problema não se resume somente as crianças. mas que é algo muitas vezes provocado por nós adultos. A partir do momento que a criança olha para os pais que estão o tempo inteiro conectados, elas também vão querer ficar e vão achar isso natural.