Mãe pede respeito na Semana Internacional da Síndrome de Down

Mãe pede respeito na Semana Internacional da Síndrome de Down

Na última terça- feira (21) foi comemorado o Dia Internacional do portador de Síndrome de Down, data escolhida porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo número 21.  A síndrome foi descoberta em 1862 pelo médico britânico John Down  e hoje seus portadores passam por uma grande evolução dentro dos seus limites e da sociedade. 

A Síndrome de Down é uma alteração genética produzida pela presença   de um cromossomo a mais no par  21.  Essa alteração genética compromete o desenvolvimento físico e cognitivo do indivíduo, no entanto hoje os portadores de Down conseguem ter uma vida quase normal, alguns dados confirmam isso :

80% estudam em escolas muitas vezes comuns, 95 % estudam música, 58% praticam esportes, 18% usam computador, 10% trabalham e 8 em cada 10 conseguem realizar sozinhos as atividades de rotina. 

Esses dados foram extraídos do site do Instituto Mano Down ( institutomanodown.com.br)  que é um universo  de conteúdo e  apoio  para quem quer saber mais sobre a Síndrome de Down. 

De acordo com a Down Síndrome UK a maior parte das crianças  com síndrome de Down gosta  de interação social com a família e amigos, na maioria das vezes são bastante carinhosos.  Costumam gostar de dança, teatro e movimento quando ficam mais velhas, são extremamente visuais, aprendem observando. 

Mas infelizmente ainda existem muitas barreiras e a principal delas é o preconceito, muitas escolas comuns  ainda não aceitam alunos com Down e algumas pessoas não aceitam o convívio dos seus filhos  com crianças portadoras. 

De acordo com uma mãe que conversamos  as crianças com síndrome de Down ainda são olhadas de maneira diferente e o que elas mais lutam é para que eles tenham uma vida normal e seus direitos na sociedade. "O preconceito ainda é muito grande"  desabafou ela.  

Mas não é só  pessoalmente que o preconceito e desrespeito são  disseminados, nas redes sociais  também se espalham comentários cruéis e  maldosos, como os que  uma  jornalista e blogueira pernambucana fez  em um grupo  no facebook . A mãe da criança a qual estava na foto a que a jornalista bombardeou com esses comentários já se dirigiu a delegacia para tomar as cabiveis providencias.