Você precisa de terapia ?

VOCÊ PRECISA DE TERAPIA?

A psicoterapia é a área da saúde que trata da saúde dos pensamentos e emoções.

Existem diversas abordagens e técnicas psicoterapêuticas e, ao escolher o tratamento com que se identifica, o mais importante é que o paciente procure um terapeuta com quem sinta empatia, ou seja, alguém que lhe proporcione confiança e lhe faça se sentir à vontade para falar de seu mundo interior.

Uma sessão de psicoterapia geralmente ocorre da seguinte forma: após uma breve conversa falando sobre qual problema o trouxe ao consultório, o terapeuta faz algumas perguntas chaves sobre a sua questão e solicita que conte tudo o que gostaria sobre este problema, considerando emoções, fatos, causas e consequências sobre a questão que lhe faz sofrer, desde quando teve origem até hoje.

A partir disto, o terapeuta irá, durante ou depois, fazer intervenções (geralmente em forma de perguntas) sobre pontos cruciais que encontrar na fala do paciente, o qual, a partir do clareamento sobre os pontos abordados, ganha maior consciência sobre o seu problema, conectando fatos, emoções e pensamentos, até chegar a uma compreensão ampla, alívio, mais potência para lidar com suas questões e provavelmente o vislumbre de possibilidades e solução para suas dificuldades.

A duração deste processo depende da abordagem de cada terapeuta e também do processo e ritmo de cada paciente, sua história de vida, o tempo em que a sua sintomatologia se apresenta (se desde a infância ou há poucos meses) e de quais aspectos, além do problema atual, também estão causando sofrimento e impedindo-o de desfrutar a sua vida de forma satisfatória.

Os problemas que surgem nos atendimentos psicoterapêuticos são das mais diversas origens e sofrimentos, passando por questões de relacionamento, profissional, auto-estima, questões familiares, stress, traumas, entre muitos outros que concernem a existência humana e suas dificuldades.

O papel do terapeuta é abordar estas questões a partir da vivência do paciente, suas percepções, sentimentos e dificuldades singulares diante do que lhe faz sofrer e ter dificuldade de avançar em seu caminho.

Aos poucos, é possível experienciar, mudanças significativas em diversos aspectos da vida, incluindo aspectos que nem se tinha consciência estarem indiretamente relacionados à dor e sofrimento em questão, seja em casa, no trabalho, com os amigos, família e principalmente nas questões que envolviam o problema inicial.

Isso porque a subjetividade humana envolve uma complexidade imensa e nem sempre estamos conscientes de todos os aspectos envolvidos nas situações que vivemos.

As sessões de psicoterapia são geralmente fascinantes, pois proporcionam ao paciente descobrir aspectos de si mesmo que provavelmente desconhece, lhe fazendo se sentir mais livre, seguro e confiante sobre as suas emoções e atitudes.

Nesse processo o próprio paciente aprende a identificar como ele mesmo funciona, descobrir-se mais profundamente, encarar seus medos e resgatar seus recursos interiores (que são inúmeros e nem sempre são utilizados), compreender sua vida como um todo e, assim, lidar com os seus problemas de forma cada vez mais simples, com clareza, centramento, paz, alegria e auto-confiança.

Em meu ponto de vista, fazer terapia pelo menos uma vez na vida faz um bem danado.

Falo isso porque antes de ser profissional, fui alguém em busca de respostas para sofrimentos e questões pessoais e essa busca me levou a um lindo caminho de auto descoberta, que hoje me proporciona compartilhar essa história e também conhecimento com vocês.

Muitas pessoas, erroneamente, tem uma ideia um pouco distorcida acerca de fazer terapia, pois podem ter ouvido em algum momento da vida que “terapia é para pessoas problemáticas” ou então que “terapia faz as pessoas se separarem” ou até mesmo “que para curar problema da cabeça o que faz bem é pegar uma enxada pra capinar” e outras pérolas.

Nessa hora eu sempre argumento que antes de existir terapia, existiam manicômios. Ou seja, o sofrimento mental das pessoas sempre existiu, a diferença é que antes de haver cura e solução para esse mal, as pessoas chegavam a um nível tão insuportável de sofrimento que acabavam literalmente “enlouquecendo” e a saída era o isolamento da sociedade e rótulos como o de “doente mental” que muitas vezes ficava para o resto da vida, como se isso fosse algo contagioso ou incapacitante da pessoa retomar à vida e convívio em sociedade como uma pessoa normal.

O que acontece hoje em dia, muitos anos depois dessa realidade, é hoje que temos a possibilidade de tratar com terapia as questões mentais e emocionais ao menor sinal de sofrimentos com os quais, depois de tentar resolver sozinho, não damos conta. E nesse momento é possível pedir ajuda a um profissional especializado em psicoterapia.

Para identificar se fosse pode beneficiar-se de um trabalho terapêutico, pergunte-se:

- Você possui rótulos doloridos que recebeu ao longo da vida pelo seu jeito de ser, comportamento ou algum fato com você ou sua família e que até hoje o impede de olhar para suas potências e qualidades?

- Em sua família foi ou é difícil expressar-se como você é, ser aceito por isso ou mesmo conseguir ter um diálogo em que as pessoas respeitam os diferentes pontos de vida e procuram chegar em um consenso que seja bom para todo o grupo?

- Em sua família ou em algum relacionamento (passado ou atual) houve alguma espécie de violência (física, verbal, emocional, sexual), repressão e falta de diálogo que deixaram marcas dolorosas em seus pensamentos, memórias, relações atuais, lhe causando dificuldades emocionais até hoje?

- Você passou há mais de um ano por alguma perda, luto ou doença, seu ou de algum familiar, que ainda é muito difícil superar e seguir a vida?
- Para você é difícil sentir-se livre para expressar suas opiniões e bancar suas escolhas e caminhos e até a independência financeira e emocional?

Compreenda que a liberdade pessoal, individualmente e nas relações e ter uma vida livre de amarras aprisionastes é um direito seu. É possível expressar-se e aceitar-se verdadeiramente, mesmo diante de todas as suas dificuldades ou de uma história de vida pesada.

Sofrer é normal e faz parte da existência humana, mas libertar-se de cargas do passado ou do presente pode libertar sua vida, sua alma e intuição dando lugar à expressão real do seu ser e assim facilitando muito uma vida mais plena, além de acordos de convivência para a harmonia e pacificação familiar e dos relacioanemtnos.
Realidade é como cada um percebe o mundo externo e interno e organiza seus pensamentos e experiências. E como já nos diria o grande cantor Raul Seixas, que nos inspira a nos libertar da loucura e sofrimento: Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

Terapia é para isso, ganhar novas ideias, soluções e, acima de tudo, novas possibilidades para, independente do que aconteceu até aqui, ter um futuro muito mais colorido e realizador.

Daniele Tedesco

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