marilia MacielComment

A violência doméstica no Reino Unido

marilia MacielComment
A violência doméstica no Reino Unido

 

Até 1990 no Reino Unido  "bater em  mulher" era apenas tema de piada e estupro quando feito  pelo marido  não era considerado crime, apenas em 1991 a violência contra a mulher passou a ser tratada pela lei como crime, mesmo assim as mulheres vítimas de  violência doméstica  ainda não tem  a proteção que merecem da polícia e do estado. 

 Imagem: Google 

Imagem: Google 

Em Fevereiro de 2015 foi lançado um banco de dados online, com fotos e dados da vítima chamado: " Femicide Census: Profile of Woman Killed by Men" ,  um projeto que busca cobrar do governo um posição  e contabilizar quantas mulheres são mortas por violência  doméstica no Reino Unido. 

 O projeto foi  resultado de um trabalho de pesquisas desde 2012 por  Karen  Ingala Smith, executiva- chefe da organização  Nia Project, que combate à violência doméstica em conjunto com a entidade  Women ´s Aid e a empresa Freshfields. 

Segundo o jornal The Guardian, dados recentes apontam que 900 mulheres foram mortas por homens na Inglaterra e País de Gales no período dos últimos 6 anos por seus atuais ou ex parceiros.  Entre 2009 e 2015, 936 mulheres foram mortas por homens segundo o censo, sendo 598 ( 64%) dessas mulheres foram mortas pelos seus companheiros ou ex companheiros e  75 (8%) por seus filhos.

Segundo Polly Nate, diretora executiva do Woman´s Aid, pouco menos da metade dessas mulheres foram mortas a facadas, atrela- se a facilidade de obter o  instrumento em ambiente doméstico. 

Outro dado que chama bastante atenção é que cerca de 3/4 das mulheres mortas por seus ex- companheiros foram assassinadas dentro de 12 meses da sua separação, isso quer dizer que não se teve como evitar, mesmo separadas dos agressores essas mulheres foram covardemente assassinadas. 

Diante  de todos esses números , uma pergunta passa pela minha cabeça que escrevo e pela sua que está lendo  a matéria nesse momento : Até quando será assim?  Quando os governos irão olhar para esse problema com a gravidade e atenção  que ele exige?